quarta-feira, 8 de setembro de 2010

You can see my heart? III

Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde, mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressada, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência. (Martha Medeiros)”. Eu só queria que você estivesse aqui, que você conseguisse entender tudo o que eu sinto durante esse tempo, que você pelo menos se interessasse no que eu escrevi, mas não; você nem liga. Não quer saber. Aliás, nunca quis saber durante muito tempo, e burrice minha, ter esperança de que tu leia, e que venha correndo pros meus braços; “Nos meus braços, guardo teus abraços, só pra te esperar.” Eu só quero te pedir, que não perceba o meu amor tarde de mais. Eu te esperei  esse tempo todo, estava aqui esse tempo todo, só você não viu. Só que, eu me pergunto: Se você ao menos imagina que esse texto é pra você. Mas, eu acredito que não. Tu nunca está presente na minha vida, aliás, eu queria que tu fosse presente na minha vida do mesmo modo que tu é presente no meu coração, e ocupa todo o espaço dele. Se meu amor fosse sólido, ele não caberia em lugar algum, nem no mundo todo. Tanto, que não cabe nem em mim; Ele sai de mim aos poucos, com a sua palavra mais torta, ele se esbanja em lagrimas. Eu era idiota, inocente, dizia que já sabia o que era amor, até te conhecer, que me provou que tinha como ser maior. E daí, ficou por isso mesmo. Ou melhor, ficou diferente. Tu me dizia doces frases, eu acreditava. Pena que nem tudo que é dito, é sentido; Digo, nem todos os “eu te amo” ditos, são sentidos com sinceridade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário